Águia de Ouro é a campeã do carnaval de SP

É a primeira vez que a escola conquista o título no grupo especial do carnaval paulistano; Mancha Verde ficou em segundo lugar

em 25/02/2020

*O Globo - Dimitrius Dantas

Dirigentes da escola Águia de Ouro durante a apuração dos desfiles do carnaval de São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Dirigentes da escola Águia de Ouro durante a apuração dos desfiles do carnaval de São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

SÃO PAULO - A escola Águia de Ouro foi a campeã este ano do grupo especial do carnaval de São Paulo. Há 44 anos a agremiação espera pelo título, que veio agora pela primeira vez.

Durante a maior parte da apuração a agremiação estava em segundo lugar e assumiu a liderança no julgamento do penúltimo quesito.

Ela levou para o Sambódromo do Anhembi a evolução do conhecimento humano, num passeio desde a idade da pedra até a geração dos robôs. A escola tem 44 anos e mestre Juca espera esse título há 40 anos.

—Tenho que agradecer demais a bateria da Águia. Dois dias antes do desfile não tínhamos todas as fantasias Terminamos a última indo para a avenida — contou o mestre da bateria da escola.

Pela ordem, o resultado final terminou assim: Águia de Ouro, Mancha Verde, Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tatuapé. Esta última liderou a maior parte da apuração.

A Aguia somou 259,9 pontos e venceu por uma diferença de apenas um décimo do segundo colocado.

Um dos destaques da Águia de Ouro foi um carro alegórico lembrando a bomba atômica de Hiroshima. Integrantes da comunidade japonesa também participaram do desfile.

Em dois dias de desfile pelo Sambódromo do Anhembi, Zona Norte da capital, 14 escolas entraram na avenida. Os enredos foram da revolução tecnológica à resistência negra.

No primeiro dia, desfilou a Tom Maior, que homenageou a ex-vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018. A escola levou para a avenida um enredo sobre personalidades negras.

Na noite seguinte, a Rosas de Ouro fechou o carnaval falando de inovações tecnológicas e abusou da interatividade, com imagens nos carros que poderiam ser filmadas por um aplicativo e interagia com o público no celular. Na frente da bateria, um robô também fez as vezes de destaque.

Um ano depois de decepcionar com o oitavo lugar, a Mocidade Alegre deixou a passarela no último dia de desfile como favorita. A Mocidade falou sobre o poder feminino e levantou arquibancada com o samba-enredo e alegorias luxuosas.

A Liga das Escolas de Samba de São Paulo apostou este ano na ousadia das baterias. As escolas só conseguiriam nota 10 se apresentassem alguma performance diferente no sambódromo. Além disso, a paradinha (quando os integrantes da ala param de tocar os instrumentos por algum segundo) e outros efeitos passaram a ser obrigatórios.

Mais um ano a apuração do carnaval de São Paulo não teve a presença de torcida. Desde o episódio em que um representante de uma escola rasgou fichas dos jurados em 2012 durante a apuração, a divulgação das notas passou a ter a presença apenas para a diretoria das agremiações. 



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