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Blairo Maggi é contra o fim da Lei Kandir e diz que Estado tem que cobrar sonegadores

''É perigoso o Governo mexer com um setor que é a base da economia'', declarou.

em 12/03/2018

O ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi afirmou, na manhã desta segunda-feira (12), que o agronegócio não pode pagar a conta pela “ineficiência de um sistema” que também pode estar “corrompido”. Durante conversa com a imprensa, após participar do evento Gazeta Agro, em Cuiabá, Maggi argumentou que ao invés de tributar o setor que contribui com mais de 44% das vendas externas do país, antes, é necessário que o Governo identifique empresas que sonegam impostos estaduais para aumentar a arrecadação.

No ano passado, o saldo comercial do agronegócio brasileiro atingiu US$ 81,86 bilhões em 2017, uma alta de 13% sobre o total de 2016, de alcançou US$ 71,31 bilhões. É exatamente por esse motivo, que Maggi diz não concordar a proposta do Governo que tramita no Senado e prevê a taxação de produtos do agronegócio, ou seja, que acaba com a Lei Kandir – que isenta os produtores do pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para exportação.

Para o ministro da Agricultura, é preciso tomar cuidado para que o setor, que representar grande parte do sucesso da economia brasileira, não seja penalizado. “Se hoje for tributar em 12 ou 18% eu tenho certeza que nas regiões mais distantes não haverá competitividade porque a produção de Mato Grosso e no Brasil tem crescido, mas o lucro dos produtores tem diminuído. (...) É perigoso mexer com um setor que é à base da economia”.

Por: Repórter MT



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