Cassação de vereador acusado de tráfico de drogas segue incerto em VG

Tardin revelou que até o momento os vereadores não discutiram o futuro de Calistro.

em 11/02/2020

ESTADÃO MATO GROSSO

O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Fábio Tardin (DEM), disse nesta segunda-feira (10) que a prisão do vereador Jânio Calistro (PSD), ocorrida no dia 19 de dezembro pelo crime de tráfico de drogas, é péssima para a imagem da Casa. Por isso, sua cassação será discutida logo após a volta aos trabalhos legislativos.

Em conversa com a reportagem, Tardin revelou que até o momento os vereadores não discutiram o futuro de Calistro. Contudo, se o parlamentar faltar por quatro sessões seguidas após o retorno legislativo, marcado para a próxima terça-feira (18), será automaticamente afastado.

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Reprodução

“Ninguém ainda se reuniu na Câmara, mas assim que voltarem as atividades, vou encaminhar o caso dele ao Conselho de Ética da Casa. E se ele faltar quatro sessões sem justificativa, estará automaticamente afastado da Casa de Leis”, detalhou.

Tardin afirmou que Calistro teve o salário cortado no mês de dezembro, logo após sua prisão, e que deverá continuar sem os seus proventos se a Justiça não decidir pelo contrário.

“Em dezembro ele trabalhou 20 dias, e recebeu seu salário normalmente e verba de gabinete, pois é o que determina a lei. Porém, eu mesmo encaminhei a suspensão de seu salário e assim vai continuar. Ele só volta a receber salário se a Justiça ordenar, mas acho imoral uma pessoa receber salário sem estar trabalhando”, afirmou o presidente.

O presidente da Casa de Leis avalia que a situação que envolve o vereador, acusado de liderar o tráfico de drogas em Várzea Grande, mancha a imagem da Câmara, mesmo não se tratando de desvio de recursos públicos.

“Ali foi uma questão pessoal, não foi o colegiado ou algo dentro da Casa, mas a situação é péssima para a imagem da Câmara. Ninguém gosta de ver político envolvido em escândalo, aí acaba indiretamente manchando a imagem da Casa”, falou.

SUPLENTE AGUARDA

Após os procedimentos do Conselho de Ética, se aprovada a cassação de Calistro, quem deverá assumir a vaga é o seu suplente, Caio Cordeiro (PRP), que obteve 737 votos na eleição de 2018. No entanto, Fábio Tardin afirma que o regimento interno da Casa é muito falho e pode levar 120 dias até que o sucessor de Calistro seja convocado.

RELEMBRE O CASO

Jânio Calistro foi preso durante a Operação Cleanup, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). Segundo as investigações, ele seria associado a um grupo de traficantes responsável por 90% do tráfico de drogas em Várzea Grande.

O trabalho investigativo durou cerca de 70 dias e permitiu identificar diversas pessoas associadas para o tráfico, sendo realizadas as prisões em flagrante de seis pessoas e apreensão de grande quantidade de drogas em posse dos presos.



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