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Funcionário público de Várzea Grande faz sucesso em grupos do WhatsApp com o linguajar cuiabano

Felipe Moitta explica que não faz personagem fictício, é na naturalidade.

em 06/04/2018

"Espia lá, bom demás, bonito prô cê, larga de moage, agora que que esse?"... e foi assim, falando o nosso linguajar cuiabano que o funcionário público da Prefeitura de Várzea Grande, de 27 anos, Felipe Moitta começou a bombar com seus áudios no WhatsApp. Tudo começou quando ele gravou vários áudios respondendo seu amigo, conhecido pelo apelido 'Sapo', em uma conversa. Então, Sapo espalhou as gravações e contribuiu com essa fama gratuita. A repercussão foi boa e logo vários grupos começaram a adicionar Felipe para que ele mandesse seus áudios com o famoso ''cuiabanês''.

Mas ele explica que essa é realmente a sua maneira de falar no dia-a-dia, não faz nenhum personagem fictício e que seu sotaque é esse. Para Moitta a segredo do sucesso de seus áudios é simples: ser ele mesmo sem imitar ninguém."Tudo o que eu repondo nos grupos se espalha rapidamente. O pessoal gosta demás dos áudios, pedem pra eu gravar um recado aqui e outro ali, acham engraçado. Mas pra mim é algo super normal, porque esse sou eu o dia inteiro", conta.

Felipe não esperava ter toda essa repercurssão com suas resposta nos grupos do WhatsApp, até porque, ele conta que não faz nada disso como forma de fazer humor, é tudo na naturalidade. "Eu apenas conta os casos do dia que acontecem comigo e o pessoal se identifica, acham graça. Tem gente que duvida que eu falo desse jeito o dia todo. Mas é assim mesmo o meu jeito de falar'', diz Felipe.

Essa duvida que muitas pessoas tem quanto a naturalidade de Felipe Moitta falar o linguajar cuiabano se deve ao processo migratório que a capital sofreu com o passar dos anos, com a vinda dos paulistas, gaúchos, paranaenses, nordestinos, capixabas entre outros. Essas diferentes culturas de outros Estados vieram para a capital mato-grossense, e junto com seus emigrantes veio também outros linguajares, que aos poucos vem se misturando com o de Cuiabá.

"Tem pessoas que dizem: 'Ah, falar o linguajar cuiabanês é errado!' Mas essa é a nossa maneira de falar, faz parte da nossa cultura! Ceta vez uma mulher veio me corrigir, e eu perguntei onde ela era nascida, e ela respondeu que era paulista. Então eu disse: Eu tô é certo, quem ta errada é você que não é daqui'', conta Moitta.

Confira a entrevista de Felipe Moitta no áudio abaixo:

Áudio

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