FG ASSESSORIA

Juiz nega pedido de Bussiki e mantém fim de oitivas da CPI do Paletó

A ação foi proposta pelo presidente da CPI.

em 12/03/2018

O juiz Jorge Iafelice dos Santos negou, em caráter liminar, suspender a decisão dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó que encerraram a fase de depoimentos mesmo sem terem ouvido o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), alvo da investigação aberta pelos vereadores. 

A ação foi proposta pelo presidente da CPI, Marcelo Bussiki (PSB), único dos três integrantes da Comissão a votar pela continuidade das oitivas. O pedido para encerrar a atual fase da apuração foi apresentado pelo presidente da Câmara Municipal, Justino Malheiros (PV), e foi acolhido pelos outros dois membros, Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV).

A Comissão foi criada par apurar uma suposta quebra de decoro, que teria sido cometida por Pinheiro. Em 2013, quando era deputado estadual, o hoje prefeito foi filmado pelo chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Sílvio Cezar Corrêa Araújo, que firmaram acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ouvidos na CPI, ambos reafirmaram que o dinheiro entregue a Pinheiro e outros deputados e ex-deputados era resultado de propina.

Já Pinheiro alega que o dinheiro entregue para ele pertencia na verdade a seu irmão, Marco Polo Pinheiro, proprietário de um instituto de pesquisas, que era credor de Silval e Sílvio.

No pedido em que tenta reverter a decisão, Bussiki alegou que o Regimento Interno do Legislativo da Capital dá ao presidente da CPI a prerrogativa de definir a direção dos trabalhos de investigação. Contudo, o magistrado destacou que o parlamentar não conseguiu comprovar a necessidade de uma decisão em caráter liminar.

Ouça a reportagem de Dalila Rodrigues:

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