Nome escolhido pelo PT para eleição suplementar ao Senado pode ser para suplente

A ala do partido pretende se aliar com outras frentes de esquerda para lançar um candidato único.

em 13/02/2020

Gustavo Castro
Redação

O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, em entrevista à Capital FM nesta quinta-feira (13), afirmou que a sigla deve se reunir ainda esta semana para homologar um nome para concorrer pela sigla à vaga no Senado deixada pela ex-juíza aposentada, Selma Arruda (Podemos), cassada por Caixa 2 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no ano passado. A eleição suplementar ocorrerá no dia 26 de abril.


Deputado estadual, Lúdio Cabral (PT) / Foto: Capital Notícia

Segundo o parlamentar, a ala do partido pretende se aliar com outras frentes de esquerda para lançar um candidato único e bater de frente com os ‘gigantes da economia e bolsonarismo’. "Temos que construir um arco de partidos para apresentar uma candidatura. Não só PT, mas o Solidariedade, Rede, PSB, PL, Pros, PC do B, são sete ou oito partidos no campo da esquerda, centro esquerda, centro”, defendeu o parlamentar.

“Defendo a consolidação desse arco de partidos para ter uma candidatura única que enfrente os gigantes da economia e os candidatos do bolsonarismo”,completou ainda o deputado estadual.

Ontem (12), em entrevista a uma rádio local, o parlamentar disse que "os gigantes da economia", bem como os "barões do agronegócio" estão dominando a pré-campanha. Também frisou que o atual quadro que vem se formando para eleição suplementar do dia 26 de abril pode prejudicar de forma negativa a representatividade no Congresso. 

“A carne subiu muito nos últimos meses. Se o Senado tiver que votar a questão do preço do carne, o senador de Mato Grosso vai votar a favor de quem? De quem compra a carne do açougue ou dos grandes pecuaristas?”, questionou o petista.

Na entrevista com o jornalista Antero Paes de Barros, Lúdio chegou a ser questionado se o nome dele estaria à disposição do partido para disputar a eleição suplementar ao Senado. O parlamentar, por sua vez, afirmou que entende que o PT tem responsabilidade com o processo de definição nessa eleição suplementar, mas garantiu que não apresentou seu nome além de afirmar que pretende concentrar seu trabalho na Assembleia Legislativa.



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