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Pai e filho de 4 anos morrem afogados no rio Cuiabá em frente a mãe

“Me ajuda mãe, não sei nadar, mãe”, gritou o menino.

em 29/01/2018

“Me ajuda mãe, não sei nadar, mãe”, gritou o menino Maicon, de 4 anos, ao sumir nas águas do rio Cuiabá, neste domingo (28), por volta das 9h. Diante dos olhos da mãe, o menino foi levado para dentro do rio pelo pai, o guarda da Prefeitura de Cuiabá, Magno Ferreira de Moraes, 27, do bairro São Mateus, que não sabia nadar e mesmo assim abraçou no filho e os 2 afogaram em ponto arenoso e muito mexido por dragas, não recomendado para banho.

O corpo do pai foi encontrado no período da tarde e o Corpo de Bombeiros encerrou as buscas, por volta das 18h, sem achar a criança. Começou a chover, a água estava muito turva e a luminosidade diminuiu, complicando o trabalho de 2 mergulhadores que atuam no resgate. As buscas recomeçaram nesta manhã.

João Vieira

O caso ainda será investigado. Aparentemente, o adulto não apresentava embriaguez, mas, conforme apurou a reportagem, estava deprimido e se sentindo ameaçado. A um amigo, a mãe do menino revelou que o esposo Magno vinha sendo ameaçado de morte, que chegaram a jogar um carro em cima dele e que sabia que era um policial.

No Judiciário, respondia a uma ação criminal, por roubo, cometido em 2016 e tinha uma audiência, a primeira da ação, marcada para novembro deste ano. A suspeita é a de que Magno tenha pulado com o filho intencionalmente.

A irmã dele, Kátia Ferreira de Morais, 34, conta que, esta semana, ele mandou mensagens fúnebres pelo whatsapp, pedindo que ela cuidasse da mulher e do filho. “Era trabalhador, como guarda da prefeitura, em dias de folga vendia verdura. Ele não sabia nadar, não sei o que ele foi fazer em rio, só os três sozinhos, não sei o que estava acontecendo na vida dele, que ele veio aí, pegou o guri e pulou no rio, sendo que ele nunca nadou. Acho que ele estava passando por alguma depressão, porque me mandou umas mensagens falando que era para eu cuidar da esposa dele e do filho, mas resolveu entrar com o guri no rio”, comentou.

A irmã diz ainda que ele era muito fechado. “As coisas que passavam na vida dele não falava para ninguém, mas, ao mesmo tempo, estava sempre próximo da família”. O menino, que ia fazer aniversário dia 19 de fevereiro, era o único filho do casal. Uma amiga da família comentou que era tranquilo e muito apegado ao pai.

Por: Gazeta Digital


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