Ana Sátila faz história ao chegar na final da C1, mas comete falhas e fica fora do pódio

A atleta que iniciou na canoagem em Mato Grosso, perdeu uma das portas, tocou em outra no percurso e teve 52 segundos de acréscimo no tempo final
Foto: Reprodução Sportv

Ana Sátila fez história ao ser a primeira caonísta brasileira a chegar na final da modalidade Slalom C1 (canoa indivídual), mas ficou em 10º lugar e não conquistou uma medalha nas Olimpíadas de Tóquio na prova realizada na madrugada desta quinta-feira (29/07).

Infelizmente, Ana perdeu uma das portas, a de número 22, que são astes alocadas no percurso, e teve uma penalidade de 50 segundos a mais na contagem do tempo final, além disso, Sátila tocou na porta 7, das 25, o que também conta como penalidade e ganhou mais 2 segundos de acréscimo no tempo. Essas falhas tiraram a chance de ser medalhista olímpica em 2021.

Toda a descida foi realizada em 112s71, no entanto, com os 52 segundos a mais, o tempo final fechou em 164s71. Caso não tivesse cometido nenhuma das penalidades, a atleta teria ficado em 4º lugar no ranking final.

A canoísta ficou decepcionada com o resultado, mas afirmou que vai focar nos pontos positivos que as Olimpíadas de Tóquio trouxeram. "É muito triste você treinar tanto, se dedicar tanto, dar a sua vida e chegar aqui e não conseguir o que você espera, mas eu quero pegar os pontos positivos, focar nisso e melhorar a cada dia", disse em entrevista ao Sportv.

A medalha de ouro ficou com a australiana Jessica FOX, a prata com a britânica Mallory Franklin e o bronze foi para Andra Herzod da Alemanha.

Um pouco mais cedo Ana disputou a semifinal e fez o terceiro menor tempo, não cometeu nenhuma penalidade e passou pelas 25 portas em 114s27. 

Sátila, que tem 25 anos, fez sua estreia em jogos olimpicos em 2012, em Londres, quando tinha apenas 16 anos. Na época, ficou em último lugar. Já em 2016, no Rio de Janeiro, também não conseguiu a classificação para as fases finais.

Em Jogos Pan-americanos, Ana Sátila já soma três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019.

Sobre Paris em 2024, próxima Olimpíada, a atleta afirmou que ainda vai analisar com calma, já que a temporada está mais curta, devido ao adiamento para 2021 dos jogos em Tóquio por conta da pandemia da Covid-19.

"Primeiramente eu preciso rever tudo o que eu fiz para chegar até aqui, se eu tiver um plano, um apoio legal pra seguir em frente, um técnico que possa me ajudar de verdade aí sim eu vou focar nessa temporada, que é muito mais curta e focar pra Paris, mas é muito difícil dizer ainda, eu posso ser muito nova, mas já passei por tanta coisa e sempre tão difícil você estar se reerguendo, o atleta vive a maioria das vezes de derrota, então ter que superar isso é muito dificil".

Na terça-feira (26/07), a canoísta também disputou a semifinal da Canoagem K1 Slalom, caiaque individual, fez uma ótima descida, porém no final ela perdeu alguns segundos preciosos e não conseguiu a classificação para a final da modalidade.

Ana Sátila é natural da cidade de Iturama em Minas Gerais, e quando pequena se mudou com a família para Primavera do Leste, em Mato Grosso, onde conheceu a canoagem através do incentivo do seu pai, Cláudio Vargas.

 

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