Somando com os 60 já existentes, 270 leitos estarão disponíveis para o cuidado de pacientes com a doença.

Ao anunciar leitos, Mendes diz que PS é responsabilidade do MP

Gazeta Digital

Como medida para conter o avanço do coronavírus, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que vai ampliar leitos de diversos hospitais no estado. No entanto, quanto às reclamações por parte dos profissionais da saúde sobre o Pronto-Socorro antigo, o democrata desconversou: "Entre as minhas obrigações, não está fiscalizar nenhuma prefeitura de Mato Grosso".


Em entrevista à TV Vila Real, nesta quinta-feira (2), Mendes disse que 210 leitos serão construídos no Hospital Metropolitano, cujas obras foram retomadas no dia 23 de março. Somando com os 60 já existentes, 270 leitos estarão disponíveis para o cuidado de pacientes com a doença.

Secom-MT
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Já na Santa Casa, a unidade de saúde foi dividida para o tratamento de pessoas infectadas com o Covid-19. "É como se existisse dois hospitais distintos, um não se conecta mais com o outro, por questão de segurança. 117 leitos e enfermaria, mais 30 UTIs para atender exclusivamente o coronavírus", anunciou.

Além disso, no interior do estado, o governador disse que as medidas também visam atender o interior do estado, como Sinop, Alta Floresta e Rondonópolis. "Vamos construir uma rede estadual e outros município, para ter leitos exclusivos, parados, esperando algum possivel paciente de coronavírus. Tomara que não encha e que não aconteça nada disso", projeta.


Porém, quando questionado a respeito da situação emergencial do Pronto-Socoro antigo de Cuiabá, localizado no bairro Bandeirantes, o chefe do Executivo estadual joga a responsabilidade para o Ministério Público e Tribunal de Contas.


Sindicato dos Médicos (Sindmed) e o Conselho Regional de Medicina (CRM) denunciaram a presença de ratos e outros insetos no ambiente hospitalar. Também acusavam falta de testes para detectar o coronavírus e Equipamento Individual de Proteção (EPI) para os profissionais.


Mendes disse que neste caso, tem que ser feita uma separação dos poderes. "Não quero agora, acusar palavras que pode gerar conflitos ou indisposição. Mas a sua narrativa é uma boa narrativa para o Ministério Público e o Tribunal de Contas ir no Pronto Socorro antigo e fazer a checagem", disse.


"O mínimo que a gente espera, é que essa coisa não fique em 'disse que me disse', com a imprensa falando, promotores falando, sindicato de médicos falando. Tem que ir lá alguem que tem o dever de fiscalizar isso, e não é o governo do estado (que tem que) fiscalizar a prefeitura", critica.

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