Após início pacífico, jornada de protesto nos EUA tem novas cenas de violência

Manifestações se espalharam pelo país após morte de George Floyd em ação policial.

G1

Manifestantes voltaram às ruas nas principais cidades dos Estados Unidos neste domingo (31), em mais um dia de protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd. Após um início pacífico, que contou com a participação de policiais em alguns estados, houve novos confrontos e prisões. Dezenas de cidades estão sob toque de recolher.

Ao menos cinco pessoas morreram desde o início dos protestos, na semana passada, segundo o jornal "The New York Times". Outras centenas de pessoas foram detidas nas várias cidades onde houve protestos.

Veja a seguir um breve resumo sobre os protestos nos EUA deste domingo (31)

  • Em Minneapolis, cidade onde George Floyd morreu, um homem com um caminhão avançou contra os manifestantes. Apenas o próprio motorista se feriu levemente, e foi preso.
  • Ao menos 40 cidades foram colocadas em toque de recolher. Entre elas, Los Angeles, a segunda maior cidade dos EUA, e a capital Washington.
  • A maior parte dos protestos ocorreu de maneira pacífica, e policiais chegaram a participar dos atos em algumas cidades à tarde.
  • No entanto, houve confrontos ao anoitecer. Há registro de conflitos em Nova York, Chicago, Boston e San Diego.
  • Os protestos se espalharam por outros países, como Reino Unido, Alemanha e Canadá. O Brasil também teve manifestações antirracistas.

Motorista avança caminhão contra grupo

Em Minneapolis — cidade estopim para a onda de protestos nos EUA —, um motorista avançou o caminhão sobre grupo de manifestantes que protestavam contra a morte de Floyd.

Segundo a Associated Press, somente o motorista teve ferimentos leves. Manifestantes tentaram agredi-lo após acelerar contra o grupo, mas o homem acabou detido em seguida. Por precaução, o local do incidente ficou isolado.

Fogo perto da Casa Branca

Na capital Washington, centenas de pessoas se dirigiram à Casa Branca, sede do poder dos EUA. Por volta das 20h (de Brasília), a situação ao redor do edifício ficou mais tensa, e policiais foram chamados para evitar que o grupo ultrapasse barreiras de contenção.

Desde a meia-noite desta segunda-feira (1º) a capital americana também entrou em toque de recolher. Bombas de gás foram lançadas contra manifestantes que atearam fogo em carros e objetos. Todas as luzes da Casa Branca foram apagadas por medidas de segurança.

 

Policiais participam de atos

Em diversas partes dos Estados Unidos, policiais participaram dos atos ao se ajoelharem diante dos manifestantes — um dos símbolos das manifestações, uma vez que Floyd morreu após ser visto com um policial prensando seu pescoço com o joelho.

À agência Associated Press, o chefe de polícia de Camden County (Nova Jersey), Joe Wysocki, disse que viu espaço para diálogo nos protestos antirracistas.

"Sabemos que somos mais fortes juntos, e sabemos que, juntos, em Camden, podemos criar um espaço onde a polícia é focada no apaziguamento e no diálogo", disse o policial.

Leia também

Deixe seu comentário!