Deputado é contra retorno das aulas presenciais e deve apresentar projeto que revogue decisão

O parlamentar, que também é médico sanitarista, defende que as atividades presenciais expõem os trabalhadores ao risco de contágio da covid-19

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) deve apresentar ainda esta semana à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um projeto de Lei que deve revogar a decisão do governador de Mauro Mendes (DEM) de autorizar o retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais. O parlamentar, que também é médico sanitarista, defende que as atividades presenciais expõem os

 “Essa medida do governo é absurda e desnecessária, pois é absolutamente possível manter os profissionais em casa no trabalho remoto. O governador fez uma gestão covarde da pandemia, não tomou as medidas certas no momento certo e não preparou a estrutura das escolas para o retorno seguro. E mesmo com R$ 3,9 bilhões guardados em caixa ao longo de 2020, o governador não preparou as escolas para o retorno presencial”, afirmou o parlamentar.

Lúdio destacou ainda que os ambientes escolares favorecem a propagação do coronavírus, inclusive pela falta de estrutura básica e condições sanitárias em diversas escolas. 

“O retorno das atividades presenciais nesse momento da pandemia, com a vacinação a passos lentos e sem estrutura adequada nas escolas, expõe os profissionais da educação ao risco de adoecer. Mato Grosso ainda está num patamar elevado da pandemia, com alto número de casos novos de covid-19 e de óbitos todos os dias. A taxa de transmissão, que vinha caindo em abril, voltou a subir há duas semanas”, explicou Lúdio. 

O deputado já apresentou no dia último dia 5, um projeto de decreto legislativo para revogar o fim do teletrabalho e o retorno das atividades presenciais no serviço público estadual. O projeto ainda não foi votado. Lúdio observou que, na maioria dos órgãos públicos, os servidores trabalham em ambientes fechados, onde não é possível manter o distanciamento de 2 metros, sem ventilação natural, fornecimento de máscaras adequadas pelo governo e até mesmo falta de papel higiênico no banheiro, água, sabão e álcool em gel, considerados itens de higienes básicos para evitar o contágio da Covid-19.

“Também vamos trabalhar para derrubar o veto absurdo à vacinação dos trabalhadores da educação. A aprovação da educação como ‘serviço essencial’ na pandemia serviu apenas para facilitar o interesse econômico das grandes escolas privadas e submeter os profissionais da educação privada ao risco de contágio”, concluiu o petista.

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