Dilmar, Silval e mais 17 são alvos de nova denúncia do MP; veja nomes

Ministério Público pede R$ 86 milhões e perda do cargo e mandato político.
Foto: Reprodução

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), o ex-governador Silval Barbosa e mais 17 pessoas são alvo de mais uma denúncia do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), comandando pelo procurador Domingos Sávio. Com mais de 280 laudas, a ação penal segue em segredo de justiça na Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob relatoria do desembargador Marcos Machado. Também são listados o procurador aposentado Chico Lima - o filho e a esposa dele, além do ex-deputado Pedro Satélite. 

O Ministério Público ainda requereu que, ao final do processo, fosse fixado um valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração no montante de R$ 86.655.865,40 (oitenta e seis milhões, seiscentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e sessenta reais e quarenta centavos) e, ainda, a perda do cargo, função pública e mandato eletivo eventualmente ocupado pelos denunciados.

Confira nomes:

Foram denunciados: Éder Augusto Pinheiro, Max Willian de Barros Lima, Júlio César Sales de Lima, Wagner Ávila do Nascimento, José Eduardo Pena, Adriano Medeiros Barbosa, Dilmar Dal Bosco, Pedro Inácio Wiegert, Andrigo Gaspar Wiegert, Glauciane Vargas Wiegert, Silval da Cunha Barbosa, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Francisco Gomes de Andrade Lima Neto, Carla Maria Vieira de Andrade Lima, Luís Arnaldo Faria de Mello, Idmar Favaretto, Marcos Antônio Pereira, Alessandra Paiva Pinheiro e Cristiane Cordeiro Leite Geraldino.

Segundo o Ministério Público, exitem, ainda, mais dois envolvidos que, em vista da legislação em vigor, poderão ser beneficiados com Acordos de Não Persecução Penal que estão sendo entabulados.

Esquema criminoso

Conforme a denúncia, ss investigações demonstraram a existência de uma organização criminosa, liderada pelo empresário Éder Augusto Pinheiro que, inclusive, teve sua prisão preventiva decretada e se encontra foragido há mais de dois meses. O esquema criminoso foi revelado no curso de um inquérito policial que reuniu cinquenta e quatro volumes de elementos de prova .

O objetivo do grupo criminoso era impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso – STCRIP/MT e, para tanto, os envolvidos lançaram mão dos mais variados meios criminosos para inviabilizar a Concorrência Pública nº 01/2017 deflagrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

Sem a realização da licitação as empresas ligadas aos envolvidos prosseguiriam a explorar, em caráter precário, inúmeras linhas de transporte intermunicipal, mantendo, dessa forma, o domínio econômico do setor, conforma vinha ocorrendo há várias décadas e garantindo lucros exorbitantes em detrimento da adequada prestação do serviço.

Os 19 envolvidos são denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, impedimento e perturbação à licitação, afastamento de licitantes e crime contra a economia popular.

Ação Civil Pública 

Dilmar e Pedro Satélite também estão entre os denunciados pelo MP por corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação, em ação civil pública em decorrência da Operação Rota Final. No início deste mês a justiça determinou bloqueios de uma fazenda, no valor de R$ 7,8 milhões, que está em nome do deputado e de R$ 2 milhões nas contas de Pedro Satélite e seu filho, Andrigo Wiergert. A decisão pela indisponibilidade dos bens foi do juiz da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá, Bruno D’Oliveira Marques que aceitou a oferta da defesa de Dilmar para que o imóvel sirva de "caução".

Antes disso, no dia 14 de maio deste ano, o Gaeco deflagrou a segunda fase da Operação Rota final cumprindo mandados de busca na casa de Dilmar e Pedro Satélite.

A primeira fase foi em abril de 2018. Os principais alvos foram o empresário Eder Pinheiro, dono da empresa Verde Transportes, que segue foragido da justiça, e o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário e Passageiros (Setromat), Julio Cesar Sales Lima.

Os documentos chegaram ao Naco em agosto de 2017. Desde então, por decisão do próprio Tribunal foram encaminhados à Delegacia Fazendária (Defaz) para investigações. No MP, também constam como indiciados no mesmo processo o ex-deputado Pedro Satélite e o ex-secretário de Estado Marcelo Duarte.

Com informações da assessoria

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