Documentos comprovam uso irregular de recursos do Fethab pela Aprosoja, afirma presidente de CPI

Wilson Santos aponta que membros da CPI devem aprovar convocação de outras pessoas ligadas à Associação para prestarem depoimento
Foto: Reprodução

Presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa, o deputado Wilson Santos (PSDB), afirma que a Comissão recebeu documentos que comprovam o uso indevido de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, a Aprosoja- MT. “Têm chegado denúncias, e agora mais do que denúncias, documentos comprobatórios de malversação de recursos públicos dentro da Aprosoja”, afirma Santos.

Wilson aponta que os recursos do Fethab foram usados de maneira irregular e que os documentos são referentes às movimentações financeiras da Associação nos últimos anos. “E agora nós, finalmente, recebemos documentos e vamos continuar investigando, porque a CPI investiga principalmente sonegação de recursos públicos”.

O parlamentar ainda afirma que os documentos mostram diversos tipos de irregularidades, como enriquecimento ilícito, desvios e financiamento de manifestações. “Um pouco de tudo, a nossa equipe técnica está debruçada sobre esses documentos, então nós vamos aprofundar as investigações e é provável que os membros autorizem novas convocações”, completa.

Na sexta-feira passada, 24 de setembro, o presidente da Aprosoja Brasil, o Antônio Galvan, prestou depoimento na CPI. O produtor rural, que também já presidiu a Associação a nível estadual, é suspeito de ter desviado quase R$ 500 milhões do Fethab quando foi presidente da Aprosoja Mato Grosso. A CPI investiga essa denúncia, já que de acordo com a Controladoria Geral do Estado trata-se de recursos públicos.

Na oitiva, Galvan citou parecer do procurador Evandro Bortolotto Ortega, da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que aponta que as instituições que recebem valores da contribuição a fundos similares ao Instituto Mato-Grossense de Agronegócio (IAGRO), ligado à Aprosoja Mato Grosso são essencialmente privadas.

O Capital Notícia apurou que os documentos recebidos pela CPI não foram encaminhados pela Aprosoja Mato Grosso, pois, como se trata de uma instituição privada, deve ocorrer a solicitação da movimentação financeira para a Associação.

Leia também

Deixe seu comentário!