Emanuel diz que Judiciário e MP são induzidos ao erro e que Deccor tem perseguido sua gestão

Prefeito afirma que há indícios de perseguição e, em breve, vai anunciar.
Foto: Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que tem sido vítima de perseguição por parte de membros da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e que as investigações envolvendo sua gestão são montadas para induzir o Poder Judiciário de Mato Grosso e o Ministério Público ao erro, para prejudica-lo. As declarações do emedebista são referentes a segunda fase da Operação Overpriced, deflagrada nesta quinta-feira (10), que mira um suposto esquema de superfaturamento na compra de medicamentos por parte da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o prefeito, já existem indícios do que ele define como perseguição por parte da Deccor. "Eu não gosto e atacar a instituição, mas membros que compõem as instituições e que são passíveis de abusos. Então, tem alguns membros dessa instituição que tem indícios muito fortes de abusos e de perseguição com intuito de atingir o prefeito e a gestão Emanuel Pinheiro, mas, em breve eu vou me manifestar sobre isso", afirmou.  

Sem citar nomes, Emanuel confirmou que irá adotar as medidas necessárias para conter o que ele define como abusos por parte da Deccor, para prejudicar sua atuação política. "Eu não quero dizer que é isso, que eu não teria provas e elementos. O que eu posso dizer é que toda vez que vem essas conquistas maiores pra Cuiabá, da gestão, acontece algo que parece que quer, quer atrapalhar, quer estragar, quer jogar a população contra o prefeito. Então não sei, eu preciso ter elementos maiores. O que posso dizer é que eu já tenho indícios, elementos que vão e possibilitar tomar uma medida que eu vou anunciar em breve”.

O prefeito questiona ainda o fato de as ações da delegacia serem direcionadas sempre à sua gestão. “Quem criou a Deccor? Quando foi criada a Deccor? Vamos fazer um levantamento das ações da Deccor. O Estado teve a questão do jatinho, dos livros, dos respiradores xingui ling e agora que está no TCU, ameaçando convocar o governador para CPI e teve várias outras denúncias, mas parece que há uma imunidade do Estado nas ações da Deccor”.

Sobre a operação Overpriced, o prefeito disse que ainda irá se inteirar do caso. “Quero tomar pé dessa situação e entender os elementos dela e sempre dizendo, decisão judicial não se discute se cumpre e eu isento qualquer parte de abuso do judiciário. Do que estou levantando estão induzindo o Judiciário e o Ministério Público ao erro, propositalmente para atingir a gestão Emanuel Pinheiro”.

Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada na manhã desta quinta-feira (10.06). Durante as investigações foram detectadas irregularidades procedimentais com direcionamento para favorecer as empresas contratadas. Além disso, verificou-se que houve uma coordenação para aquisição de medicamentos muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.

 

A primeira fase da operação resultou no afastamento do ex-secretário de Saúde Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, em outubro do ano passado, por determinação judicial, suspeito de ter superfaturado em até 400% a compra de remédios para o tratamento da covid-19.

Além de compras em excesso, os investigadores verificaram o sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.

A decisão decretada pela juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2.175.219,77.

O menos quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa, devem cumprir medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e proibição de contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da Capital.

 

 

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