Governador volta a chamar Emanuel de irresponsável: Deveria cuidar da atenção básica

Mauro Mendes elogiou decisão da Justiça em suspender decreto municipal

O governador Mauro Mendes (DEM) elogiou a decisão do Tribunal de Justiça em suspender o decreto anunciado pelo prefeito editado pela prefeitura de Cuiabá, flexibilizando as medidas impostas pelo Estado e voltou a chamar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de irresponsável, por segundo ele, expor os cidadão cuiabanos ao risco de serem infectados pela covid-19.

“É muito lamentável. Em 2020, quando tinha um único caso, ninguém internado na UTI, o prefeito fez lockdown geral em Cuiabá. Tem lógica isso? Isso é uma irresponsabilidade. Agora que estamos com as UTIs todas fechadas, lamentavelmente ele vem querer flexibilizar”, disse o governador, após entregar o balanço das contas de 2020, no Tribunal de Contas do Estado.

“Ele em vez de ficar gastando energia com isso, tinha que fazer a atenção básica dele funcionar. Porque a Arena Pantanal está lotada? É porque a atenção básica não está funcionando. Ele abriu algum leito nesses 60 dias? Nós tivemos que entrar na Justiça para ele abrir todos os leitos. Tudo isso é muito lamentável e vamos continuar trabalhando, porque é com seriedade que se resolve as coisas e não com conversa fiada e com irresponsabilidade”, afirmou.

O Governo do Estado anunciou no início da semana um decreto, limitando as atividades comerciais até as 19h e um toque de recolher com início as 21h e com término as 5h, pelos próximos 15 dias, como medida de contenção a proliferação a covid-19.

Mais uma vez contrário as medidas do governador, o prefeito Emanuel Pinheiro não acatou ao decreto e tentou impor as suas próprias regras aos cidadãos cuiabanos, liberando o comércio para funcionar até mais tarde e instituindo um toque de recolher das 23h as 5h.

No mesmo dia, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) solicitando a derrubada do decreto editado pelo prefeito.

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça concedeu a liminar, determinando a suspenção do decreto estabelecido pelo prefeito.

 

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