Jornal retrata Sinop como a capital do bolsonarismo em MT

“Mato Grosso, território bolsonarista e berço de uma próspera classe empresarial, só teme a pressão dos ambientalistas e da Europa”.

Matéria especial do jornal El Pais, “O superpoder da soja no Brasil”, destaca a produção de soja em Mato Grosso e coloca Sinop como o centro desse Mundo Rural de riqueza, exploração, ocupação da Amazônia brasileira e submissão ao poder do presidente Bolsonaro.

Diz a jornalista Naiara Galarraga Gortázar:

É o grande negócio brasileiro. Suas plantações ocupam área equivalente à da superfície da Alemanha e foi o único setor que cresceu em 2020, apesar da pandemia. Território bolsonarista e berço de uma próspera classe empresarial, só teme a pressão dos ambientalistas e da Europa.

Desbravar evoca abrir caminhos, explorar o desconhecido, “civilizar”. A jornalista conta, também, a história de alguns pequenos pioneiros. Gente que tinha como ocupação abrir as terras da Amazônia brasileira há quatro décadas.

“A bordo de uma escavadeira, ganhava a vida abrindo clareiras em meio à vegetação exuberante para construir estradas. Com elas, chegaram os colonos. E as cidades. Foram empurrados para fora a maior parte dos indígenas autóctones, como os Kayabi e os Apiakás. E anos depois, os cultivos. Os moradores relatam a colonização impulsionada pela ditadura militar como a epopeia dos pioneiros. As fotos em preto e branco do desembarque na década de 1970 contrastam com o verde dos campos de soja que se estendem até o infinito. Aqui e ali, pequenos grupos de árvores”.

O outro destaque da matéria é a política. Descreve a população de Sinop, em sua maioria fiéis seguidores do mito, submissa ao poder “messiânico” de Bolsonaro, como se a sua política de devastação ambiental, “passar a boiada”, fosse um bom negócio para o agronegócio. Não é.

Clique aqui e leia a matéria completa do jornal El Pais

 

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