Jornalista que jogou cerveja em PM é presa mais uma vez na Praça Popular

Segundo a Polícia Militar, a tornozeleira que ela usava estava desligada

A Polícia Militar prendeu, mais uma vez, a jornalista Nildes Souza, no início da noite desta quarta-feira (13.10), na Praça Popular. A primeira prisão aconteceu na madrugada dessa terça-feira (12.10), após ela ter jogado cerveja em um policial. Os vídeos das prisões circularam nas redes sociais.

Conforme o boletim de ocorrência, ela foi presa por volta das 19h20 por desobediência à decisão judicial. A jornalista já havia sido submetida a audiência, após a primeira prisão, e liberada sob pagamento de fiança e uso de tornozeleira.

A polícia informou que logo que chegou ao bar, na Praça Popular, onde a jornalista estava, identificou que ela estava ingerindo bebida alcoólica. Imediatamente foi informado que ela estava descumprindo ordem judicial e, por este motivo, seria detida e conduzida até a delegacia

“Prontamente, a soldado PM, pediu para que a suspeita se levantasse e feita a condução até a viatura, neste momento, foi observado que a tornozeleira eletrônica de número que a suspeita está utilizando se encontra desligada”, informaram os policiais no boletim de ocorrência.

Decisão judicial

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 11ª Vara Especializada de Justiça Militar e Custódia da Comarca da Capital, concedeu liberdade à jornalista e impôs medidas cautelares. A decisão é da noite de terça-feira (12.10) e determinou pagamento de fiança e uso de tornozeleira pela mulher.

A mulher mora no interior de Mato Grosso, tem 2 filhos, trabalha como jornalista e tem transtorno bipolar e sofre com alcoolismo, como consta na decisão. Considerando os fatores, a juíza arbitrou fiança de R$ 1.100 a ser paga em duas parcelas. Além disso, ela vai ser monitorada por meio de tornozeleira eletrônica, terá que apresentar comprovante de endereço, está proibida de frequentar bares e boates, além de se recolher entre as 22h e 6h. Ela terá que comparecer aos alcoólicos anônimos por 6 meses.

Além do crime de desacato e resistência, ela tem outras 22 passagens criminais de preservação de direito, ameaça, lesão corporal, perturbação, atrito verbal, constrangimento ilegal, vias de fato e injúria real. O caso foi será investigado pela Polícia Civil.

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