Mauro defende Deccor e questiona: ‘Só o paletó que tá certo?’

O governador afirma que Emanuel Pinheiro coleciona vários secretários afastados

Em relação as acusações do prefeito Emanuel Pinheiro ao delegado Eduardo Augusto de Paula Botelho, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), sobre perseguição política, o governador Mauro Mendes (DEM) afirma que o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), também deveria acionar outras instituições como o Poder Judiciário e o Ministério Público, por exemplo.

Na tarde desta terça-feira (22/06), Pinheiro requereu, junto ao corregedor-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT), que apure a suspeita de uso político da Deccor, por parte do delegado Eduardo Augusto de Paula Botelho, para promover uma perseguição à gestão por  motivação política.

Em resposta, Mauro, que apelida Emanuel de ‘Paletó’, faz um questionamento se realmente o prefeito de Cuiabá tem razão. “O prefeito ele coleciona uma triste estatística, cinco secretários afastados, então ele deveria pedir também uma intervenção no Judiciário que foi quem afastou, no Ministério Público que pediu o afastamento, quer dizer, tá todo mundo errado, a polícia tá errada, Ministério Público tá errado e só o paletó que tá certo?”, questiona.

Mauro também afirmou que confia na atuação independente da Delegacia de Combate a Corrupção (Deccor). “Assino embaixo, porque eu Mauro Mendes, governador desse estado, nunca interferi em lugar nenhum, sempre dei autonomia para que a nossa secretaria de segurança pudesse trabalhar corretamente, que a Polícia Militar, que a Polícia Civil, então eu confio muito na nossa força de segurança e acredito que eles tem o dever e vão continuar cumprindo o seu dever de fiscalizar, doa a quem doer, seja com quem for, contra quem for”, completa.

Na petição, a defesa de Emanuel Pinheiro elenca os elementos que demonstram, segundo ele, a perseguição política, iniciando pelo fato de que durante o encaminhamento dos inquéritos da Delegacia Fazendária (Defaz) para a Deccor, dois inquéritos policiais, nos quais o emedebista é citado, foram retirados das atribuições da Defaz e, coincidentemente, passaram a compor o acervo da nova delegacia, criada pelo adversário político de Emanuel Pinheiro e capitaneada pelo delegado Eduardo Botelho.

Em nota, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil afirmou que recebeu o pedido de providências na tarde desta terça-feira  e vai apreciar a solicitação.

Investigações
A Deccor realizou duas operações com alvo na Prefeitura de Cuiabá. A Operação “Chave de Ouro” apura o  o desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão dos cofres da Empresa Cuiabana de zeladoria e Serviços Urbanos  (Limpurb). Já a Operação “Sinal Vermelho” investiga irregularidades nos contratos dos semáforos inteligentes e resultou no afastamento de Antenor Figueiredo.

Além disso, a Operação “Autofagia”  apura “rachadinha” na Coordenadoria de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde (SES) enquanto a Operação “Overpriced” investiga Luiz Antônio Possas de Carvalho por superfaturamento na compra de medicamentos contra a Covid-19. Ainda existe investigação na Deccor sobre medicamentos vencidos na Central de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá  (CDMIC) .

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