Mauro defende investigações do MP e mantém Dilmar na liderança do governo

O parlamentar é um dos alvos da operação Rota Final, deflagrada pelo Ministério Público.
Foto: Cristiane Guerreiro/ALMT

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não pretende tirar o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) da função de líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMT). O parlamentar é um dos alvos da operação Rota Final, deflagrada pelo Ministério Público. Mesmo confirmando que não fará a mudança, o gestor defende a atuação do MP.

“O Ministério Púbico tem o dever de investigar todo mundo, seja deputado, seja secretário de Estado, sejam prefeitos municipais, seja qualquer um que pratique algum crime e que tenha fundamento e evidência para fazer investigação e obviamente fazer algum tipo de denúncia. Então eu vejo com muita naturalidade isso. Eu não posso tomar uma decisão só em função de investigação”, afirmou o governador.

Segundo Ministério Público, por meio do Núcleo de Ação de Competência Originária (Naco), o deputado estadual teria recebido R$ 512,6 mil e o ex-deputado Pedro Satélite (PSD) R$ 1,1 milhão em propina paga pelo empresário Éder Augusto Pinheiro, do Grupo Verde.

O relatório detalhado do que foi apurado e das condutas criminosas dos envolvidos consta em decisão que determinou mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, na 3ª fase da Operação Rota Final, que apura os crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude à licitação, entre outros. As informações foram prestadas pelo delator premiado Max William de Barros Lima, que seria um dos operadores do esquema.

“Eu já fui investigado e depois de três anos, com parecer da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Judiciário federal me inocentaram completamente. Eu não vou cometer injustiça com ninguém. Só o fato de estar sendo investigado não é elemento para mim afastar alguém de uma liderança, então por enquanto vamos acompanhar todas as investigações”, ponderou Mauro Mendes.

A 3ª fase da operação foi deflagrada na sexta-feira (14.05). O deputado Dilmar afirmou que sofre uma exposição desnecessária e o suplente e ex-deputado estadual Pedro Satélite disse que não tem qualquer envolvimento com o esquema investigado pelo Ministério Público.

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