Mauro Mendes defende independência de atuação da Polícia Civil

No primeiro semestre deste ano, a gestão de Emanuel foi alvo de quatro operações, sendo que em alguns casos a própria Prefeitura de Cuiabá foi quem fez a denúncia à DECCOR.
Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM), afirmou, por meio de nota, que confia na atuação independente da Delegacia de Combate a Corrupção (Deccor). Na tarde desta terça-feira (22.06) o prefeito Emanuel Pinheiro requereu que a Corregedoria-geral da Polícia Judiciária Civil apure a suspeita de uso político da por parte do delegado Eduardo Augusto de Paula Botelho, para promover uma perseguição à gestão do emedebista.

“O governador Mauro Mendes espera que a Corregedoria Geral da Polícia Civil analise a denúncia o mais breve possível, com a independência que sempre pautou as ações da instituição”, manifestou-se o governador, em nota.

Segundo Emanuel Pinheiro, o delegado tem atuado por motivação política, em razão do alinhamento com o governador, que seria notadamente seu adversário político. “Estou entrando, no início desta tarde, com uma representação junto à Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso com denúncias muito sérias, com indícios fortíssimos que remetem à falta de isenção, ao direcionamento, ao abuso, à perseguição política e ao uso do aparelho estatal – Deccor, com o intuito de me atingir e de atingir à minha administração”, disse o prefeito.

Operações

No primeiro semestre deste ano, a gestão de Emanuel Pinheiro foi alvo de pelo menos quatro operações, sendo que em alguns casos a própria Prefeitura de Cuiabá foi quem fez a denúncia à DECCOR.

No dia 23 de março a operação “Chave de Ouro” foi deflagrada, pela Deccor, tendo como alvos o ex-presidente da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e uma servidora. A ação apura o desvio de aproximadamente R$ 1,4 milhão e as investigações, iniciaram em dezembro de 2020, após denúncia realizada pela Prefeitura de Cuiabá na Delegacia de Combate a Corrupção para apurar os desvios dos cofres do município.

No dia 5 de maio a Deccor deflagrou a Operação Sinal Vermelho, após a conclusão dos trabalhos investigativos envolvendo a rede de semáforos inteligentes adquiridos pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Por ordem da Justiça, o secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Antenor Figueiredo, foi afastado do cargo e em seguida exonerado pelo prefeito. Os trabalhos partiram de análises realizadas por auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio da qual foram identificadas diversas irregularidades no sistema de semáforos inteligentes adquiridos pela Prefeitura de Cuiabá ao valor de R$ 15.447.745,12.

Já no dia 11 de maio, a Deccor deflagrou a operação Autofagia e cumpriu busca e apreensão e medidas cautelares de afastamento de servidores da Secretaria Municipal de Saúde. Os alvos são acusados de transferir colegas e depois, sob ameaça e pressão, receber parte de seus salários.

A mais recente operação deflagrada pela Deccor, em conjunto com o Ministério Público do Estado, foi a segunda fase da Operação Overpriced. Foram detectados, por exemplo, direcionamento para favorecer as empresas contratadas. Além disso, verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos.

Além de compras em excesso, os investigadores verificaram o sobrepreço de medicamentos e a compra de fármacos por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à covid-19, que, no entanto, não são utilizados para o tratamento relacionado ao coronavírus.

A decisão decretada pela juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, determinou o bloqueio de valores no valor de R$ 2.175.219,77.

 

Leia também

Deixe seu comentário!