A ala do partido pretende se aliar com outras frentes de esquerda para lançar um candidato único.

Nome escolhido pelo PT para eleição suplementar ao Senado pode ser para suplente

Gustavo Castro
Redação

O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, em entrevista à Capital FM nesta quinta-feira (13), afirmou que a sigla deve se reunir ainda esta semana para homologar um nome para concorrer pela sigla à vaga no Senado deixada pela ex-juíza aposentada, Selma Arruda (Podemos), cassada por Caixa 2 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no ano passado. A eleição suplementar ocorrerá no dia 26 de abril.


Deputado estadual, Lúdio Cabral (PT) / Foto: Capital Notícia

Segundo o parlamentar, a ala do partido pretende se aliar com outras frentes de esquerda para lançar um candidato único e bater de frente com os ‘gigantes da economia e bolsonarismo’. "Temos que construir um arco de partidos para apresentar uma candidatura. Não só PT, mas o Solidariedade, Rede, PSB, PL, Pros, PC do B, são sete ou oito partidos no campo da esquerda, centro esquerda, centro”, defendeu o parlamentar.

“Defendo a consolidação desse arco de partidos para ter uma candidatura única que enfrente os gigantes da economia e os candidatos do bolsonarismo”,completou ainda o deputado estadual.

Ontem (12), em entrevista a uma rádio local, o parlamentar disse que "os gigantes da economia", bem como os "barões do agronegócio" estão dominando a pré-campanha. Também frisou que o atual quadro que vem se formando para eleição suplementar do dia 26 de abril pode prejudicar de forma negativa a representatividade no Congresso. 

“A carne subiu muito nos últimos meses. Se o Senado tiver que votar a questão do preço do carne, o senador de Mato Grosso vai votar a favor de quem? De quem compra a carne do açougue ou dos grandes pecuaristas?”, questionou o petista.

Na entrevista com o jornalista Antero Paes de Barros, Lúdio chegou a ser questionado se o nome dele estaria à disposição do partido para disputar a eleição suplementar ao Senado. O parlamentar, por sua vez, afirmou que entende que o PT tem responsabilidade com o processo de definição nessa eleição suplementar, mas garantiu que não apresentou seu nome além de afirmar que pretende concentrar seu trabalho na Assembleia Legislativa.

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