Vice-governador disse que conversou com Mendes e que pode fazer melhor ajudando o governador a terminar o mandato

Otaviano Pivetta: 'Não encontrei motivo pra disputar essa eleição agora'

Por Ariana Martins

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), que recuou de sua candidatura ao Senado da República, admite que “mesmo tendo boas condições políticas”, a resposta que encontrou “dentro de si” é que esse não seria o momento de se candidatar a reeleição.

“Tem um momento que você precisa decidir e a resposta que veio de dentro de mim foi que eu não encontrei motivo pra disputar essa eleição agora. Nós estamos no meio do mandato, eu tive boas conversas como Mauro e eu me convenci de que eu poderia fazer melhor ficando aqui ajudando a terminar o que nó tínhamos pra fazer que é muita coisa”, destacou Otaviano.


Vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) / Reprodução

Ao ser questionado se será candidato ao governo futuramente, o vice-governador afirma que não pensa nisso por enquanto e, aproveitou para destacar a aliança feita com Mauro Mendes há 12 anos, com quem ele diz que “escolheu andar junto”.

“Sinceramente, quem é que não pensa em ser governador do Estado Mato grosso? Eu não penso nisso porquanto porque eu não vivo de ilusão, não vivo de sonho. Eu já sonhei muito, já alcancei muito dos meus sonhos.  Eu sou companheiro do Mauro Mendes. A gente escolheu andar juntos desde 2008. Eu confio nele, acho que a recíproca é verdadeira. Temos confiança mútua, ideias e ideais muito semelhantes. Talvez a gente seja diferente no time, em algumas coisas de tempo, mas os objetivos são muito semelhantes e a gente se acerta muito bem”, afirmou.

Otaviano Pivetta, que recuou de sua candidatura ao Senado da República, disse que o grande problema da politica é quando entra os “esquemas” e que quando há respeito aos propósitos, à caminhada se dá ao longo da vida inteira.

"Em política, quando há respeito aos propósitos, a gente pode andar junto a vida inteira. O grande problema de política é quando tem esquema, quando tem corrupção, quando tem desvios. Porque aí nascem os conflitos. E na nossa relação sempre teve muita transparência, muita tranquilidade. Eu não tenho um 'a' para falar de má conduta do Mauro e acho que ele também não tem em relação a mim. E isso é o básico (...) então daqui para 2022 vamos analisar como vai tá a conjuntura, onde a gente se encaixa pra continuar ajudando ou se vamos nos aposentar", afirmou.

Por fim, o vice-governador disse que Mauro Mendes tem total condições de buscar uma reeleição e que ele vai apoiá-lo.

"Não tem um grupo pedindo [pelo meu nome]. Todo mundo sabe do meu comportamento, do meu pensamento sobre isso. Eu respeito muito o tempo (...) o Mauro é o primeiro da fila e acredito que tem todas as condições para buscar uma reeleição, se ele quiser. Eu vou apoiá-lo poruqe Ele está indo bem, está fazendo um governo pró-ativo. Mato Gosso precisava de um governo como o dele e eu não tenho nenhuma intenção de interromper isso", disse.

Colaborou Adão de Oliveira repórter do Jornal da Capital

 

Leia também

Deixe seu comentário!