Antes, a expectativa era de que os casos começassem a crescer de forma mais rápida ainda no dia 10 de abril.

Pico de contaminação deve ter ápice já no dia 15 de abril, diz governo

Por Gazeta Digital

A previsão de pico de contaminação pelo novo coronavíris, o Covid-19, deve ocorrer no fim de abril, em Mato Grosso. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirma que os casos devem ter uma considerável alta já no dia 15, tendo seu ápice no fim do mês.

Antes, a expectativa era de que os casos começassem a crescer de forma mais rápida ainda no dia 10 de abril. Tendo maior severidade até o dia 10 de maio, quando começariam a diminuir.

Mayke Toscano/Secom-MT
Foto: Mayke Toscano

Na manhã desta segunda-feira, o governador Mauro Mendes (DEM) e o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, estiveram visitando o canteiro de obras no Hospital Metropolitano, onde está sendo construído novos espaços para abrir 200 leitos. 

“Não desaceleramos na nossa capacidade de atender pacientes graves. Tanto leitos de UTI quando leitos clínicos já estão à disposição da população. Mas dias piores virão”, afirmou o secretário.

Na semana passada, o governo divulgou uma projeção sobre o avanço da doença que seria mais assertiva quando fossem registrados 50 casos. No sábado (4) foram confirmados 60 contaminados no estado, no entanto, a projeção precisa ainda não foi feita.

“Há muitos cenários sendo desenhados no Brasil. Não seremos mais uma para a preocupação das pessoas. Se entendermos que esse é um dado que merece ser divulgados, nós faremos. ”, pontuou.

O boletim de domingo (5) mostra que há 361 casos notificados de pessoas com síndrome respiratória aguda grave em Mato Grosso, um dos principais efeitos da Covid-19, causada pelo novo coronavírus.


De acordo como secretário, a estimativa do governo é que haja pelo menos 600 pessoas infectadas pela doença que não foram registradas. Isso porque não apresentavam sintomas e não procuraram unidades de saúde.


“Existe um iceberg submerso de casos que não conseguimos registrar. A proporção é de que para cada contaminação confirmada exista pelo menos 10 que não foram tiveram registro”, explica.

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