Rússia se torna o terceiro país com mais casos de coronavírus no mundo

O pais, no entanto, tem 2.000 mortes; é o 18º do mundo em número de óbitos.

G1

Uma nova alta em casos de coronavírus fez com que o número total de notificações na Rússia, ultrapassasse, nesta segunda-feira (11), a Itália e o Reino Unido. O país se tornou a terceira nação com mais pacientes. O pais, no entanto, tem 2.000 mortes; é o 18º do mundo em número de óbitos.

Houve uma alta de 11,6 mil casos entre o domingo e a segunda. No total, são 221 mil notificações. Só a Espanha e os Estados Unidos têm números maiores.

No entanto, a Espanha tem 26,6 mil mortes, e os EUA, quase 80 mil.

A Rússia tem muitos casos porque fez mais de 5 milhões de testes em sua população, de acordo com a agência de notícias russa Tass e o governo do país. Segundo um texto de 9 de maio, foram testadas, até aquela data, 5,2 milhões de pessoas.

De acordo com a plataforma colaborativa Worldmeters, outros países da Europa fizeram um volume menor de testes: no Reino Unido, foram 1,8 milhão, na Espanha, 2,4 milhões, e na Itália, 2,5 milhões.

O número baixo de mortes em Moscou, no entanto, pode estar subnotificado, de acordo com um texto publicado pelo jornal "The New York Times" nesta segunda-feira (11).

Dados divulgados na sexta-feira mostram que os registros de morte em Moscou em abril são mais altos do que a média histórica em 1.700 óbitos naquela cidade.

Veja o número de casos por país, de acordo com a Johns Hopkins.

  • Estados Unidos: 1,3 milhão
  • Espanha: 224 mil
  • Rússia: 221 mil
  • Reino Unido: 220 mil
  • Itália: 219 mil
  • França: 177 mil
  • Alemanha: 171 mil
  • Brasil: 163 mil

Moscou: epicentro da doença na Rússia

Mais de metade de todos os casos e das mortes aconteceram em Moscou.

Na comparação entre o número total de óbitos neste ano contra o ano passado, há uma alta de 18%, o que indica que há possibilidade de um número maior de mortes por Covid-19.

Oficiais do governo atribuem o menor número de mortos e o crescente e grande número de casos a um vasto programa de testes.

Isso permitiu aos médicos identificar rapidamente as pessoas que precisam de cuidados médicos e garantir que eles os recebam em tempo hábil, segundo o governo.

No final do mês passado, o presidente Vladimir Putin estendeu as medidas de bloqueio de coronavírus até 11 de maio e ordenou que seu governo iniciasse os preparativos para o levantamento gradual dos freios a partir de meados de maio.

Putin disse aos russos na época que os piores dias do surto ainda estavam por vir. Dois dias depois, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin anunciou que estava com o vírus e precisava se afastar temporariamente.

Putin ordenou que o governo apresentasse um plano para movimentar a economia novamente até 1º de junho.

Moscou e outras regiões russas estão na sétima semana de um bloqueio. Os residentes da capital foram instruídos a ficar em casa, exceto em determinadas circunstâncias, como sair para comprar alimentos e remédios. Eles devem obter uma licença digital para viajar para qualquer lugar por transporte público ou privado.

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