Campos afirmou que Luciana Póvoas o empurrou pelas costas, mas ele não reagiu

Solto pela justiça, Leo Campos diz que não houve agressão e que repudia qualquer tipo de violência doméstica.

Por Ariana Martins

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, teve o relaxamento de prisão concedido e foi solto na manhã desta quinta-feira (28), após ter sido preso durante a madrugada, em flagrante, por agredir a esposa, Luciana Póvoas Lemos.

O juiz Jamilson Haddad Campos, da 1ª Vara especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, concedeu liberdade provisória ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos e impôs algumas medidas restritivas, entre as quais a proibição de Leonardo Campos em aproximar-se da esposa, familiares e testemunhas.

Ele deverá respeitar o limite mínimo de 500 metros de distância.


Presidente da OAB-MT, Leonardo Campos / Foto: Capital Notícia

Em áudio, encaminhado a advogados,de quase 3 minutos, Leo Campos diz que recebeu ligação do filho alegando que Luciana estava em casa alterada e agressiva.

"Ontem por volta das 19h30 eu recebi uma ligação do meu filho, relatando que a Luciana estava muito alterada, muito agressiva, inclusive brava. Preocupado com essa situação me apressei pra chegar em casa e ao adentrar ao meu apartamento, presenciei uma áspera discussão entre a Luciana e meu filho. Ao me avistar essa discussão voltou-se a minha pessoa.Percebendo a incisão e a agressividade do momento eu disse que não iria discutir qualquer assunto naquele tom e naquele momento".

Leonardo explica que foi empurrado pela Luciana e que ele repudia qualquer tipo de violência doméstica.

"Quando fui em direção ao meu quarto, fui empurrado pelas costas pela Luciana, voltei disse que não admitia tal situação e aqui cabe um parenteses, todos aqueles que me conhecem ou acompanham meu trabalho, sabem o quanto eu repúdio agressão e violência doméstica, refirmei novamente que não discutiria naquele tom, tentando fechar a porta do quarto, quando fui empedido pela Luciana e o Luis André também interveio e foi quando ela disse que chamaria a polícia".

Ainda no áudio, o presidente da OAB disse que reforçou que a esposa chamasse mesmo a polícia, para resolver na delegacia.

"Quando ele disse que chamaria a polícia, eu disse  a ela "ótimo, o faça". Acionada a polícia nós fomos até a delegacia, e lá na delegacia devidamente assistida pela Presidente do Conselho Estadual de defesa das Mulheres, a Luciana prestou seu depoimento , afirmou e reafirmou que em momento algum houve agressão. Da mesma forma eu prestei os esclarecimentos".

Por Fim, Campos disse que ele mesmo requereu as medidas protetivas para que o processo siga o curso normal e para que a Ordem apure suas condutas.

"Eu próprio requeri a fixação de medidas protetivas, para que nós tenhamos segurança, proteção e tranquilidade para que o processo tenha seu curso normal. Tmabém estarei efetuando um pedido a Ordem dos Advogados do Brasil para que a Comissão de Direito da Mulher acompanhe  todas as fases do processo e para que a Ordem apure as minhas condutas", finalizou Leo Campos.

Uma nota também foi enviada a imprensa.

VEJA NOTA:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

  Em primeiro lugar, quero reafirmar meu profundo respeito e zelo pelas políticas afirmativas dos direitos das mulheres. E tenho atuado firmemente em todas as ações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso.

Quem me conhece sabe que sou defensor e repudio qualquer forma de agressão às mulheres. Combato e repudio a violência doméstica.

Temente a Deus, cumpridor da lei e tendo como principal preocupação neste momento a minha família, necessito restabelecer a verdade e dizer o que realmente aconteceu:

Não houve agressão. Jamais agrediria minha esposa, mulher que respeito.

Em verdade, houve um desentendimento e uma discussão que envolveu inclusive o meu filho. Mas eu disse que aquela situação, de discussão acalorada, era inaceitável e fui para o quarto. Neste momento, ela me empurrou e eu tentei fechar a porta para não prolongar a discussão.

Neste momento, ela disse que chamaria a polícia. Eu disse para ela fazer isso sim. Pois seria a oportunidade de ela, eu e meu filho darmos a nossa versão dos fatos.

Na delegacia, ela prestou o depoimento assistida pela presidente do Conselho Estadual de Defesa da Mulher e também afirmou – está registrado em Boletim de Ocorrência – que não houve agressão. Tanto que não houve sequer necessidade do exame de corpo de delito.

Quando fui ouvido, eu mesmo solicitei que fossem fixadas medidas protetivas para que os fatos sejam apurados de forma imparcial e com a devida segurança. Diante dos fatos, foi-me concedida de forma imediata a ordem de soltura.

Agora, vou protocolizar junto à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso toda esta documentação e solicitar que apurem a minha conduta e pedir que a Comissão do Direito da Mulher acompanhe todos os passos do processo, de forma clara e transparente.

Classifico esta manhã como uma das mais tristes da minha vida e espero que todos respeitem este momento de reserva familiar.

 Leonardo Pio da Silva Campos

Leia também

Deixe seu comentário!