Lembrando que decisão do Pleno do TRE não pode ser cumprida antes da do TSE, ex-governador avisou que vai recorrer.

Taques descarta desistir do Senado: 'Não me compare com ladrões'

POR SÍLVIA DEVAUX/FELIPE LEONEL

O ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) disse, em coletiva à imprensa, que vai recorrer da decisão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) que, na manhã desta segunda-feira (26), indeferiu o registro de candidatura dele e dos suplentes da chapa "Somos Todos Mato Grosso" para vaga à eleição suplementar ao Senado, no próximo dia 15 de novembro.

"Todo o cidadão tem o direito formal de não concordar com essa decisão e recorrer", assinalou Pedro Taques ao argumentar que decisão cabe recurso e que vai fazer a sustentação oral pessoalmente no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (27), do mandado de segurança interposto por ele para retirar a anotação de inelegibilidade a ele no Cadastro Nacional de Eleitores.


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Ele defendeu seu direito constitucional como cidadão e que não vai aceitar ser "alijado", retirado de uma eleição por uma decisão de um Tribunal sem que recorrer. "Por mais que eu respeite, e quero expressar aqui meu respeito e reconhecimento aos sete juízes do Tribunal Regional Eleitoral, pessoas sérias, descentes, e ao Ministério Público Eleitoral", pontuou.

O candidato ainda esclareceu que não teve o registro indeferido porque roubou ou praticou algum crime. "Não, nem 1 real. Eu tive o registro de minha candidatura indeferido, porque eu tive uma condenação de R$ 50 mil em multa. Que, aliás, eu não tenho esse dinheiro para pagar e esta decisão ainda cabe recurso"

Taques observou que a decisão dos juízes do TRE tem efeito suspensivo e não pode ser cumprida antes da decisão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. "Eu vou resistir. Amanhã, nós temos o julgamento no TSE, eu vou fazer a minha defesa pessoal, porque estamos absolutamente tranquilos da nossa decisão, da nossa posição legal".

"Eu não fiz nada de errado... Não me compare com ladrões. Eu sou um cidadão, tenho direito constitucional e vou recorrer", concluiu.

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