Uber terá que pagar salário mínimo, férias e aposentadoreia no Reino Unido

A mudança é consequência de uma longa batalha judicial iniciada pelos motoristas em 2016; entenda

No último dia 16 de março o Uber do Reino Unido anunciou que os motoristas que trabalham para o aplicativo passarão a receber um salário-mínimo, férias remuneradas e aposentadoria.

A mudança é consequência de uma longa batalha judicial iniciada pelos motoristas contra a empresa em 2016 pela regulação dos direitos trabalhistas de quem trabalha para o serviço, e a empresa já afirmou que a expectativa é que a decisão não aumente a tarifa para os clientes no país.,

Durante o processo judicial o Uber tentou alegar que os motoristas eram trabalhadores autônomos, e que a relação com a empresa em seu sistema de “economia compartilhada” não estabelecia vínculo empregatício.

O juiz, porém, concluiu que os motoristas da Uber são “trabalhadores”, e se encaixam em categoria profissional que garante tais direitos, mesmo sem serem empregados efetivos. No Brasil, diversos processos semelhantes já foram abertos contra a empresa, mas em todos os casos os motoristas foram derrotados.

Segundo Jamie Heywood, gerente-geral regional para o norte da Europa na empresa de transporte, a mudança foi vista como um caminho para melhorar as condições de trabalho e vida dos motoristas sem descaracterizar o serviço, e espera que outros operadores se juntem ao Reino Unido.

“Os motoristas sempre nos disseram que queriam a flexibilidade que fornecemos, mas também os benefícios, e temos lutado para encontrar uma maneira de unir esses dois de uma forma que funcione para nós e para os motoristas”, afirmou. A esperança dos trabalhadores é que, da mesma forma que o Uber mudou mercados em todo o mundo quando do seu surgimento, a novidade tenha impacto positivo equivalente.

A decisão corrige uma complicada relação profissional estabelecida pela natureza do serviço – que oferece autonomia mas também acaba por exigir que cronogramas exaustivos de trabalho para se chegar a salários especialmente baixos. Assim, a mudança no país é vista pelos motoristas e sindicalistas envolvidos no processo como um marco.

 

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